DEPOIS DA CURVA
Humberto Gessinger / Duca Leindecker
amanhã, talvez
esse vendaval faça algum sentido
dá pra se dizer
qualquer coisa sobre todo mundo
por hoje é só
vou deixar passar a ventania
talvez amanhã
vento, vela e velocidade
mar azul
céu azul sem nuvens
logo ali… depois da curva
ali, logo ali, ali… depois da curva
amanhã talvez
esse temporal saia do caminho
dá pra escrever
o papel aceita toda qualquer coisa
por hoje é só
vou deixar passar a tempestade
talvez amanhã
água pura e toda verdade
mar azul
céu azul sem nuvens
logo ali… depois da curva
ali, logo ali, ali… depois da curva
ali, logo ali, ali… depois da curva
ali, logo ali
eu vi, eu vim, venci a curva
leindecker: violão aço, percussão
gessinger: violão aço, midi pedalboard
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
ME ADORA
Me Adora
Pitty
Tantas decepções eu já vivi
Aquela foi de longe a mais cruel
Um silêncio profundo e declarei:
“Só não desonre o meu nome”
Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome
Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome
Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia, se vier
Mas não desonre o meu nome
Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Pitty
Tantas decepções eu já vivi
Aquela foi de longe a mais cruel
Um silêncio profundo e declarei:
“Só não desonre o meu nome”
Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome
Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome
Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia, se vier
Mas não desonre o meu nome
Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
...
E o silêncio que antes não doía
Corrói a alma até o fundo
Os olhares desviados
Palavras afiadas
Fazem marcas absurdas
Antes o refúgio preferido
Agora o caminho desviado
Antes o ombro
Agora a distância
Mas o pior é o não saber
Se sou
Se somos
Seremos?
Corrói a alma até o fundo
Os olhares desviados
Palavras afiadas
Fazem marcas absurdas
Antes o refúgio preferido
Agora o caminho desviado
Antes o ombro
Agora a distância
Mas o pior é o não saber
Se sou
Se somos
Seremos?
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